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      Neocolonialismo de Trump ameaça o Sul Global, aponta pesquisador

      Política tarifária dos Estados Unidos impõe obstáculos ao desenvolvimento do Sul Global e acirra tensões com China e Europa, diz Elbrus Mamedov

      Presidente dos EUA, Donald Trump, dá detalhes sobre tarifas no Rose Garden da Casa Branca em Washington, D.C. (Foto: REUTERS/Carlos Barria)
      Redação Brasil 247 avatar
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      247 – As políticas comerciais adotadas pelos Estados Unidos sob o segundo mandato do presidente Donald Trump vêm gerando profundas distorções no comércio internacional e agravando a instabilidade econômica global. Em artigo publicado pela agência chinesa Xinhua, o pesquisador Elbrus Mamedov, diretor do centro de análise Great Silk Road, afirma que Washington vem promovendo um “neocolonialismo tarifário” que penaliza países em desenvolvimento e compromete a ordem econômica multilateral.

      De acordo com Mamedov, a imposição de tarifas unilaterais tem sido usada como uma ferramenta de coerção econômica, afetando de maneira desproporcional as nações do Sul Global. “A principal vítima das políticas comerciais de Trump é o Sul Global”, declarou. “Esses países dependem fortemente das exportações para os Estados Unidos. As tarifas tendem a encarecer seus produtos, tornando-os menos competitivos no mercado internacional.”

      Essa estratégia protecionista, que o pesquisador classifica como uma forma de neomercantilismo agressivo, gera impactos em cadeia e amplia as desigualdades globais. Caso os países afetados decidam retaliar, o mundo poderá mergulhar em uma espiral de guerras comerciais.

      União Europeia busca alternativas diante do isolamento dos EUA

      A União Europeia também está entre os afetados pelas novas barreiras tarifárias impostas por Trump. Setores estratégicos, como o automotivo, o energético e o tecnológico, enfrentam prejuízos crescentes. Em resposta, o bloco europeu tem procurado ampliar sua autonomia econômica e diversificar suas relações internacionais.

      Um dos movimentos mais significativos nesse sentido é o crescente envolvimento da UE com o grupo BRICS+, tanto como observadora quanto como parceira econômica. A intensificação das relações com a Turquia e com os países do Golfo também reflete essa reorientação estratégica diante da imprevisibilidade norte-americana.

      Tensão com a China e necessidade de cooperação global

      A rivalidade entre os Estados Unidos e a China segue como uma das principais tensões da geopolítica contemporânea. Embora a cooperação entre as duas maiores economias do planeta seja essencial para enfrentar os desafios globais, a atual postura norte-americana tem dificultado qualquer aproximação.

      Mamedov destaca que, enquanto a China busca construir relações baseadas no respeito mútuo e em interesses compartilhados, os EUA adotam o que ele chama de “hegemonismo tarifário”, voltado para conter o crescimento chinês por meio de sanções e tarifas.

      “As duas maiores economias do mundo têm a responsabilidade de promover a paz e o desenvolvimento globais”, afirma o pesquisador, destacando que esse é um desejo comum a muitos países que buscam estabilidade diante de um cenário internacional cada vez mais volátil.

      Visão chinesa: um futuro compartilhado para a humanidade

      Em contraponto ao isolacionismo tarifário norte-americano, a China propõe uma abordagem multilateral, centrada no conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade”. Essa visão, segundo Mamedov, tem como base a cooperação, a diplomacia e o respeito à soberania dos Estados.

      Essa proposta tem sido especialmente bem recebida por países do Sul Global, que se reconhecem historicamente marginalizados pela atual ordem internacional. A China tem reafirmado seu compromisso com a construção de um sistema internacional mais equitativo, em que todas as nações tenham voz nas decisões globais.

      Mamedov conclui que, diante de um cenário de fragmentação e competição, o mundo precisa de mais diálogo e menos hegemonismo. A defesa de uma governança global inclusiva, com base na solidariedade e no multilateralismo, é o caminho apontado para a superação das crises e a construção de uma economia verdadeiramente global e sustentável.

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