Presidente Lula amplia meta do Minha Casa, Minha Vida para 2,5 milhões de contratos até 2026
Nova meta é 25% superior à original. Para Lula , investimentos em habitação integram conjunto de ações que garantem sequência ao crescimento econômico
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (9), a ampliação da meta do programa Minha Casa, Minha Vida para 2,5 milhões de contratos até o fim de 2026. A nova projeção, 25% superior à original de 2 milhões, foi divulgada durante entrevista à Rádio Clube do Pará, um dia após a entrega de 1.008 unidades habitacionais do Residencial Viver Outeiro, em Belém.
“A meta era fazer 2 milhões (de contratações), mas vamos atingir 2 milhões e meio até 31 de dezembro de 2026. Já tínhamos feito quase 7 milhões entre Lula (dois primeiros mandatos) e Dilma, e agora mais 2 milhões e meio. Estamos entregando casas de 50 metros quadrados. Construindo casas também para a classe média, porque queremos resolver o déficit habitacional. Estamos recuperando 87 mil casas que foram abandonadas”, afirmou o presidente.
Lula ressaltou que a casa própria é um dos maiores anseios da população trabalhadora, especialmente das famílias mais vulneráveis. “Ele quer um ninho permanente. As pessoas querem se acostumar com os vizinhos e travar relação de amizade. As crianças não gostam de ficar mudando de escola. Não querem ficar mudando de amigo. Educação e moradia são duas coisas que carrego na alma”, disse.
O presidente também relatou a emoção dos beneficiários durante a entrega das unidades habitacionais. “É como se fosse um arinho terminando o ninho. Ali a pessoa vai construir a família, viver bem, sabe que está segura. Somente quem vê a emoção da pessoa que abre uma casa sabe”.
Desenvolvimento econômico
Durante a entrevista, Lula destacou a relação entre habitação e crescimento econômico, defendendo que os investimentos no setor ajudam a impulsionar a economia. “As pessoas costumam analisar a chamada macroeconomia. Eu trabalho a microeconomia. O que vale para mim é a quantidade de dinheiro circulando no bolso do povo pobre, do trabalhador, do pequeno proprietário rural. E esse dinheiro está crescendo. É isso que está fazendo a economia brasileira surpreender os especialistas”, analisou.
Segundo o presidente, quando há renda nas mãos da população, o consumo cresce e o dinheiro retorna para o mercado, fortalecendo a economia. “Quando o dinheiro está na mão do povo, circulando, o cara que pega 200 reais, 300 reais, 500 reais, não vai comprar dólar. Não vai aplicar em títulos. Ele vai comprar o que comer. Vai comprar o que vestir. Vai comprar material escolar para a filha. Um chinelo, um sapato, esse dinheiro volta imediatamente para o mercado”, explicou.
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