Líderes governistas preparam dossiê que liga Bolsonaro a fraudes no INSS
O documento conta com um organograma que liga assessores do governo Bolsonaro ao esquema de descontos em aposentadorias
247 - Os líderes do governo Lula (PT) no Congresso estão preparando um dossiê que liga as fraudes no Instituto Nacional de do Seguro Social (INSS) ao governo Jair Bolsonaro (PL). Documentos levantados por técnicos apontam que o governo Bolsonaro permitiu que as associações não fizessem as validações dos descontos, deixando que essa checagem ficasse para 2023, o que acabou mantendo as fraudes no sistema de benefícios de aposentados e pensionistas. As informações são do g1.
O dossiê preparado pelos governistas já conta com um organograma que conecta assessores da Secretaria de Previdência do governo Bolsonaro à criação de associações que hoje estão sob investigação da Polícia Federal. De acordo com o levantamento, esses assessores facilitaram a criação de entidades como a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), que está sendo apontada como uma das que praticavam fraudes nos descontos de contribuições.
A Ambec tinha três filiados quando fez o acordo de cooperação com o INSS em 2021. Logo depois, a para mais de 600 mil, pulando de um faturamento de R$ 135 para R$ 30 milhões por mês. A entidade nega irregularidades, mas está na lista das investigadas pela PF.
No centro do esquema aparece o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “careca do INSS”, apontado como principal articulador entre as associações e o INSS durante o governo anterior. Em seu escritório, a Polícia Federal encontrou um caderno com anotações que, segundo investigadores, funcionaria como uma planilha de pagamentos de propina. A maioria das associações criadas nesse período seria, segundo o levantamento, entidades de fachada.
A ideia dos líderes era utilizar o dossiê em caso de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (MI) para investigar as fraudes do INSS. O Palácio do Planalto, porém, ainda tenta impedir a instalação da comissão retirando s de deputados aliados que aderiram ao pedido. Caso não consiga, o governo reconhece que a instalação é inevitável, já que há decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) que garantem à minoria o direito de instaurar Is.
A oposição, por sua vez, nega que o governo Bolsonaro tenha barrado a validação dos descontos. Segundo líderes oposicionistas, a suspensão foi incluída por meio de uma emenda apresentada por parlamentares do PDT e do PSB, a pedido de confederações de trabalhadores. No entanto, a medida foi aprovada com apoio expressivo da base bolsonarista durante a tramitação da Medida Provisória 871, voltada ao combate a fraudes no sistema previdenciário.
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